Giras aos sábados, às 16:00h. Uso de máscara recomendado, em caso de sintomas de gripes e resfriados
O Amaci é um rito de iniciação, que tem como objetivo estabelecer conexão e firmar o "Orí" (corta/cabeça) do médium com o seu Orixá. É realizado também de forma periódica para os filhos, com o objetivo de fortalecimento e renovação de sua conexão com seu Orixá. Consiste num ritual que usa as ervas dos Orixás trabalhadas energicamente para a lavagem da cabeça do médium.
Na casa do Vô Benedito, por tradição herdada do terreiro Pai Maneco, o banho de ervas é feito coletivamente, ou seja, é preparado com todas ervas dos Orixás pois, como já dito, todos nós temos a força dos Orixás dentro de nós. Não se faz a utilização de bebida alcoólica nos banhos, tampouco se utiliza sangue.
É solicitado o uso de roupas brancas, claras, confortáveis e discretas. Recomenda-se escolher roupas que possam manchar, em razão da lavagem com as ervas.
É um dia especial, que deve ter uma preparação anterior, com antecedência de 3 dias de preceitos.
O que fazer:
Cultivar bons pensamentos;
Boas atitudes;
Recolhimento interior (meditar, ouvir pontos, mantras, caminhar, etc);
O que não fazer:
O uso de substâncias psicoativas;
Ingestão de carne;
Atividade sexual.
*No dia do Amaci, procurar também não tocar com as mãos outras pessoas e tomar banho de descarrego.
Todas as Guias - de trabalho e de proteção (Orixá de Cabeça, Oxalá, Adjuntó, Esquerda, etc);
Um pano de cabeça da cor branca (opcional a borda na cor de seu Orixá);
Uma quartinha pequena de barro (ver modelo no terreiro – Orixá masc/fem (alça));
Uma vela número 3 da cor de seu Orixá;
É opcional o uso de fitinha da cor de seu Orixá e do Otá (pedra)
Vela Palito n. 3
Quartinha Masculina
Quartinha Feminina
Pano de Cabeça
Acontece uma vez por ano, geralmente em meados de abril ou maio. Na casa do Vô Benedito, é na gira de mata que se realiza o ritual do amaci.
É uma forma de todos os médiuns entrarem em contato com a energia e reverenciar todos os Orixás. Por isso, são preparados amalás coletivos, representando todas as forças da casa, embora seja solicitado que cada médium contribua com os alimentos de seus respectivos Orixás de frente. Para os amalás, também não é utilizada carne animal. É também um momento de reenergização e reconexão com as forças ligadas ao Orí do médium.
Aqui também é necessário o uso de roupas brancas, claras, confortáveis e discretas (evitando decotes, roupas curtas ou transparentes) em respeito ao sagrado. Recomenda-se escolher roupas que possam manchar, em razão da lavagem com as ervas.
Realizada em homenagem a Iemanjá. Geralmente, são trabalhadas todas as linhas da casa, sendo realizada vibração (passe) das entidades para a assistência, porém, excepcionalmente, não são realizadas consultas.
Tradicionalmente, a gira de praia é realizada como uma oferenda à Iemanjá. Na casa do Vô Benedito, o trabalho é feito também visando a limpeza, a renovação e o descarrego através da energia deste Orixá pelas águas do mar.
Recomenda-se usar roupas leves, itens que protejam do sol e levar uma muda de roupa extra, caso queira fazer o banho de mar.
O Batismo é a cerimônia que abençoa o espírito dentro dos critérios da Umbanda. No batizado, a cabeça do filho é lavada com água. Também se usam ervas, velas e pemba (giz sagrado) para purificar e benzer o batizando. A cerimônia é geralmente realizada durante a gira e inclui canto de pontos, defumação e a unção do batizando com elementos sagrados pelo dirigente espiritual. Assim como no rito cristão, aqueles escolhidos como padrinhos assumem o compromisso com o batizado e têm como missão guiá-lo, ampará-lo e protegê-lo.
Tanto crianças como adultos podem se batizar na Umbanda. Mas enquanto o batismo de crianças é um ato de proteção, para os adultos é um "batismo de fé", uma escolha consciente de fazer parte da religião. O batismo na Umbanda não é um requisito estrito para ser umbandista, mas sim um momento de consagração e um elo oficial com o terreiro e com os guias espirituais
É solicitado o uso de roupas brancas, claras, confortáveis e discretas (evitando decotes, roupas curtas ou transparentes) em respeito ao sagrado.
O Obí (Obi Abatá em Yorubá) é uma semente africana conhecida também como noz de cola, de cor avermelhada e com quatro gomos, utilizada como um oráculo sagrado para comunicação com os Orixás. Ele responde perguntas com base nas quedas, indicando respostas e guiando decisões espirituais.
Por tradição, na casa do Vô Benedito, se trabalha com 7 Orixás e cada médium da corrente precisa saber qual o seu Orixá de frente (Pai/Mãe de Cabeça) e o Orixá adjuntó. Para tanto, o Pai de Santo joga o Obí, mediante solicitação prévia, para determinar a qual energia o médium está mais ligado e quais são as características mais proeminentes na personalidade desta pessoa. Como o universo está na constante busca pelo equilíbrio, existe uma força adjunta (adjuntó), cuja função é balancear com a energia de frente.
Para fazer o Jogo de Obi na Casa do Vô, converse com o Pai de Santo e leve a sementinha do Obi na data combinada.
Após o jogo, os gominhos da semente devem postos pra secar à sombra e em local arejado, evitando sol direto para não racharem e armazenados em um local seco, para evitar mofo (pode ser num pote ou caixa). Se quiser, pode envolver o Obi em um pano branco de algodão, é uma prática comum que o protege e mantém sua energia.
*Caso você não seja um médium da corrente e tenha curiosidade de saber qual é o Orixá regente da sua coroa mediúnica, é só pedir para o Pai de Santo que ele lhe instruirá sobre como proceder.